| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Trogoniformes |
| Família: | Trogonidae |
| Lesson, 1828 | |
| Espécie: | T. viridis |
O surucuá-grande-de-barriga-amarela (Trogon viridis) é uma ave trogoniforme da família Trogonidae. Conhecido também como capitão-do-mato, curuxuá, surucuá-de-barriga-dourada, surucuá-de-cauda-branca e urukuá (nome indígena - Mato Grosso).
A lista: Aves Brasil CBRO 2015 do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos registra como Nome Vernáculo Técnico, surucuá-de-barriga-amarela.
Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta. ; e do (latim) viridis = verde. Ave devoradora verde.
Mede cerca de 30 centímetros de comprimento e pesa 93 gramas. Apresenta dimorfismo sexual. O macho tem o bico cinza azulado. Os olhos são escuros de coloração marrom e apresentam um claro anel periocular de coloração azul. As regiões auriculares são pretas. A garganta e a porção superior do peito são pretos e as partes laterais do peito apresentam uma coloração azul escuro ultramarino que contrasta fortemente com o ventre que é amarelo. A nuca, manto e as costas são verde esmeralda com reflexos azul arroxeado, ou verde. As rêmiges são pretas om marcações brancas. As coberteiras são azul esverdeadas. A cauda longa e escura apresenta três pares de penas com a face inferior na cor branca com a extremidade preta. As bordas externas das retrizes são pretas. A parte dorsal da cauda é da mesma coloração do manto, entretanto apresentam esta coloração menos intensa. A fêmea menos exuberante que o macho da espécie apresenta a cabeça cinza. Sua mandíbula superior apresenta a coloração cinza azulada e a mandíbula inferior é cinza. A região loral é preta. Os olhos da fêmea são semelhantes aos olhos do indivíduo do sexo masculino. O peito é cinza e o ventre amarelo. A nuca, manto e dorso também são de coloração cinza. A cauda apresenta as retrizes com barrado branco na porção lateral, terminando com uma barra branca na sua extremidade distal. A face dorsal das penas retrizes apresenta em sua extremidade distal uma barra subterminal preta.
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014), Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015).
A sua dieta baseia-se em frutos e insetos (formigas e artrópodes) capturados no alto das árvores.
Constrói seu ninho em cupinzeiros de árvores ou buraco nas árvores provocados por ação apodrecimento natural ou por ninhos abandonados de outras aves. A altura do ninho fica a cerca de 10 a 20 metros acima do solo. A postura é de dois ou três ovos. Ambos os pais alimentam os filhotes no ninho. Durante o período de reprodução, vários machos podem se juntar para cantar, provavelmente como uma forma de atrair fêmeas.
Comum nas bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras.
Presente na Amazônia brasileira, em direção sul até Santa Catarina. Encontrado também do Panamá à Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: